Dia #57 – Mãe, deixa eu escolher sozinha

Essa semana eu estava vendo na TV um caso de uma menina que namorava o amigo da mãe e a mãe, óbviamente era contra. No tal programa que eu estava vendo, tinham pessoas discutindo o assunto, inclusive uma psicóloga. Num determinado momento, alguém comentou que talvez a menina nem gostasse tanto do cara, mas era uma forma de bater de frente com a mãe.

Esse caso era Fictício, mas me fez lembrar muito a minha história.

Antes do meu namorado atual, só tive mais 2 namorados sérios. Minha mãe nunca gostou de nenhum dos dois. O primeiro podia ir na minha casa quando tinha alguém para fiscalizar, mas não podia dormir lá de jeito nenhum. O segundo, nem entrar na minha casa podia.

Isso sempre me incomodou muito. Incomodar não é a palavra certa. Me deixava triste e furiosa. Até criou uma super rivalidade entre eu e minha mãe.

Quase sempre tínhamos um pega pra capar teeeenso. Cheguei a sair de casa por diversas vezes.

O segundo namorado eu nem gostava dele, ele não tinha nada a ver comigo, até me irritava muito, inclusive. Depois que terminamos, já me peguei diversas vezes pensando porque diabos eu fiz isso, porque namorei com um cara que eu nem curtia.

Hoje eu tenho plena consciência que fiz para bater de frente com a minha mãe. Para mostrar pra ela: “Olha aqui, não adianta você proibir meu namoro. Eu sou dona do meu nariz e faço o que eu quiser”.

Eu cheguei a um ponto rídiculo de quando tínhamos 7/8 meses de namoro, estar sufocada, mas sabe por que eu não terminei? Queria completar 1 ano de namoro e provar pra mim e pra minha mãe que tinha futuro, sim, naquilo que ela disse que não teria.

Logo depois de completar 1 ano, eu terminei e ficava com ele escondido. Não contava nem para os meus amigos. Acho que eu tinha vergonha.

Apesar de tudo, não me arrependo de nada.

Eu sei que minha mãe e todas as outras mães querem o melhor para nós, os filhos. E muitas das vezes querem decidir pela gente, para que não tenhamos sofrimento.

Mas na boa! Você que é mãe, deixa seu filho quebrar a cara. Não adianta você falar, mesmo que, no fundo, saibamos que é arriscado, só aprendemos o que é bom ou ruim quebrando a cara.

Não adianta também falar que não vai dar certo, que você  já passou por isso e se ferrou. Porque nós, os filhos, vamos dizer que com a gente pode ser diferente e que queremos tentar. Sim, concordo que as histórias são diferentes, épocas diferentes e o que não deu certo na sua vida, pode dar na minha ou na de qualquer outra pessoa.

Queremos andar com nossas próprias pernas, dizer que fracassamos, mas tentamos, vivemos. Se eu não tivesse vivido nada disso, não saberia que era ruim e ainda estaria com isso na minha cabeça, estaria pensando como seria se eu tivesse tentado.

Proíbir um namoro não vai fazer com que seu filho não namore aquela pessoa. Ele vai fazer as coisas escondidos de você, vai mentir e ainda vai ficar contra você. É isso que quer?

Seja mais amigo do seu filho. Não deixe de aconselhá-lo. Porque se não aconselhar, ele vai pensar que o largou de mão. Mostre pra ele o que você acha sobre o assunto, mas deixe que ele decida se quer ou não isso pra vida dele.

Hoje em dia a minha relação com a minha mãe está em outro nível. Ela é minha amiga e acho que até gosta do meu namorado atual. Ele está sempre lá em casa e até dorme lá de vez em quando.

Eu e a minha mãe nos damos muito bem, na medida do possível (somos muito parecidas e às vezes batemos de frente). Tenho uma tatuagem com o nome dela e uma outra tatuagem que é continuação da tatuagem dela (fiz as duas em momentos diferentes da minha vida e sem avisar à ela que iria fazer). Minha mãe tem escrito “Viver e não ter a vergonha de ser feliz” e eu tenho “A Beleza de ser um eterno aprendiz”.

Mas  essa história podia ter tomado outro rumo.

Para falar comigo sobre qualquer coisa, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

Autoestima de hoje: Alta

O que me detonou: Odeio o Supermercado Guanabara e os seus 5 aniversários por ano. E trabalho perto de um. Caos total. Apocalipse!

O que fiz de bom por mim: Hoje é sexta, né?!

outubro 19, 2012. Tags: , , , , , , . Uncategorized. 2 comentários.

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